domingo, 28 de novembro de 2010

Oh, meu Deus, o Senhor é maravilhoso! Maranata! Ó vem, Senhor nosso!

 Por Alberto Couto Filho

Antes de dar um título a esta mensagem, estava confuso; tinha dúvidas  sobre o uso da interjeição“OH” ou do “Ó”, como interjeição do vocativo.
Confesso aos meus leitores queridos que meus boletins escolares sobre a lingua mãe, vez por outra, acusavam minha baixa frequência às aulas de português – aula de análise sintática? “Tava fora”, merendando!
Hoje, muitos concordam, melhorei muito – tanto que, à duras penas, consegui escrever um livro! Tem gente que, até, me alcunhou de “Alberto Culto” pilheriando, estuporosamente, em escritos rebuscados, sobre a minha linguagem castiça.
Acabara de ler a intimorata e esclarecedora postagem do nobre pastor Gualter Guedes, em seu abençoado espaço virtual, sob o título “DE PASTORES E LOBOS” – simplesmente mirífica! 
O pastor Gualter Guedes é palestrante, conferencista e escritor, autor do livro “JEJUM BÍBLICO”, obra prefaciada pelo insigne Pastor Levy Conde. Para conhecer a obra, basta acessar o seu blog.
De todas as diferenças apontadas entre pastores e lobos(quarenta e duas), quatro delas chamaram a minha atenção, em razão de fatos ocorridos hodiernamente.  Preciso citá-las para desencadear um raciocínio lógico  na sequência  da postagem:
1-    Pastores são pessoas humanas reais, enquanto que oslobos são personagens religiosos caricatos;
2-    Pastores trabalham em equipe, enquanto que lobos são prima-donas
3-    Pastores buscam a glória de Deus, enquanto que os lobos buscam a glória pessoal;
4-    Pastores são apascentadores, enquanto que os lobos são marketeiros;
Fui ao “pai dos burros” para rever os significados daquelas interjeições, e, através da Internet, esclareci minha dúvida.
“Ó” é uma expressão indicativa de apelo, chamado ou interpelação e, desta maneira, o seu uso assinala a presença de um diálogo que pode ser real ou imaginário.
Este vocativo é conhecido até mesmo na letra do Hino Nacional Brasileiro – “Ó Patria amada, idolatrada, salve, salve”; posso invocar Deus: Ó meu Jesus, o que fazer com os lobosÓ Pai, repreende esses canídeos!
No entanto, não podemos confundir esta interjeição com o“OH”, que expressa espanto, admiração ou uma forte emoção – OH, Deus Altíssimo! OH, falsos mestres! OH, !
Perceberam aquela vírgula depois do “OH”? Pois é, ela não é usada depois do “Ó” - O certo é a vírgula ficar antes da interjeição e/ou depois do ser chamado: "Ó Senhor, volte logo", "Volte logo, ó Senhor, porque os lobos estão soltos.
Clarisse Lispector, espantada ou admirada, questiona Deus, em frase célebre, talvez até para advertir-nos de que todos buscam a felicidade, e de que essa é a motivação de toda ação de qualquer pessoa, até das que se enforcam, corroborando os ditos de John Piper:
Oh, Deus que faço dessa felicidade ao meu redor que é eterna, eterna, eterna e que passará daqui a um instante – porque o corpo só nos ensina a ser mortal?”
Não pensem que vou recorrer a autores ou críticos literários para melhor entendimento desta frase.
Não agirei como, por certo, fariam esses “lobos”, ápices predadores, prima-donas, blasonadores e marketeiros de editoras que, para exaltarem seus próprios méritos, reportam-se a A.W.Tozer, C.S.Lewis, Henri Nouwen, Pearman, Horton, a Hank Hanegraaff o consabido plagiador (ladrão literário) de Walter Martin, e a outros tantos e mais, para comentarem sobre temas bíblicos importantes como, por  exemplo: a transcendência de Deus, a humanidade de Cristo.
Os lobos personagens religiosos caricatos, também marketeiros, comentam sobre temas edificantes (?) como“O relacionamento sexual entre Adão e Eva”. Estes, como aqueles, estão doentes, precisando urgentemente dos cuidados do Médico dos médicos, o único que pode curar esse tipo de morbidez, esta visão amarga que têm das suas vidas. A-
Por tudo isso, vou mesmo é sair à procura do orador que discursou sobre o Criador, na formatura do Curso de Medicina da PUC – PR/2010.
Segundo a abençoada irmã Dorcas Oliveira, a mensagem foi lida por alguém que atende ao IDE de Jesus, sem deitar falação sobre deismo, teísmo aberto, triunfalismo e outros “ismos”, assuntos inadequados para quem está no campo, com as mãos no arado, pregando o Evangelho, missionando e difundindo a fé em Jesus.
Ele, como o Dr. Lucas, é apenas um médico que falou sobre o Deus que os “de fora” precisam conhecer – aqueles a quem Paulo sugere que falemos da nossa fé, simples, sábia e persuasivamente, a fim de que eles possam ser trazidos à plenitude de vida em Cristo – “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.” – “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Cl 4:5,6)
Estou confuso, novamente – o que digo? “Ó” ou “Oh”?  Já sei! Vou usar as duas formas no título da mensagem:
Oh, meu Deus, o Senhor é maravilhoso!
Maranata! Ó vem, Senhor nosso!

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